sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Novidade Volta as aulas











Pessoal, estou enviando mais algumas sugestões para o início do ano letivo, o pote de vidro é uma linda lembrança para recepcionar bem os professores, ou alunos.
Tem chamadinha, capa de caderno, e outras sugestões para decorar o ambiente educativo!
Aproveitem!!! Um abraço Professora Silvana

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Nome de grupo

Penso que é muito importante na Educação Infantil o professor organizar com sua turma um nome para o grupo. A partir do momento que o grupo esta "formado" vínculos começam a serem construídos e a convivência precisa ser bem organizada para ser harmoniosa e produtiva.
O nome do Grupo identifica os componentes, contribui para a socialização e regras de convivência, bem como oferece infinitas possibilidades Para a construção de novas aprendizagens.
Por meio dos nomes, podem surgir mascotes, pesquisas, fatos relacionados... enfim muitas possibilidades para unir o  útil ao agradável!

Dicas de nomes e decorações












Volta as aulas! Algumas sugestões para receber bem nossos pequenos













segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Caros colegas professores novas férias estão terminando... Chegou a hora de preparar nossa volta as aulas com muita novidade para nossos novos alunos e iniciar mais um ano cheio de aprendizagens, aventuras e alegrias!!!
aguardem sugestões imperdíveis!!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sugestões de atividades para o natal












A Contação de história na Educação Infantil

AUTORA: SILVANA MARTINHA CÓTA

           Contar histórias é um ato de amor, um momento de intimidade entre o adulto e a criança. Quanto mais cedo às histórias orais ou escritas entrarem na vida da criança, maiores as chances de ela gostar de ler.
            Portanto, ao contar uma história é importante que o adulto saiba como realizar este ato, pois, a maneira como a contação de história acontece é que vai instigar o ouvinte a participar do momento e, envolvê-lo de modo prazeroso.
            Conforme Abramovich,

[...] Contar histórias é uma arte... e tão linda!!! É ela que equilibra o que é ouvido com o que é sentido, e por isso não é nem remotamente declamação ou teatro... Ela é o uso simples e harmônico da voz. (1993, p.18)

           Assim, ao contar uma história principalmente quando é para crianças, não pode ser de qualquer jeito, de modo improvisado, sem ao menos saber do que se trata o texto. É necessário fazer a leitura prévia se familiarizando com a história, demonstrando domínio sobre o que esta sendo dito, expressando as verdadeiras sensações que o contexto trás.
            Segundo Abramovich (1993, p. 20), pode-se contar quaisquer histórias para a criança, indiferente de tamanho (curta ou cumprida), temporalidade (de tempos passados ou atual), se é um conto de fadas, realista, uma lenda, ou poesia, mas, o contador precisa ter conhecimento sobre o que lerá, para que o momento se torne prazeroso e significativo.
            Quanto à seleção de escolha da história é feita pelo narrador que, ao conhecer o grupo, sua realidade, de seus anseios deverá buscar algo que vá de encontro com o momento que esta sendo vivenciado, que envolva o grupo e transporte-os para um outro mundo, cheio de encantos, magia. Esta viagem ao mundo da imaginação só é possível se a história for contada adequadamente. A autora ressalta que o contador precisa saber, dar pausas, criar os intervalos, respeitar o tempo para o imaginário de cada criança construir seu cenário, visualizar seus monstros, criar seus dragões, adentrar pela casa, vestir a princesa e outras coisas mais. (1993, p.21).
            No momento da contação de histórias é bom evitar as descrições, pois, o imaginário da criança precisa expandir. As descrições literárias interessam pessoas maiores e são para serem lidas e não ouvidas.
            As estratégias para se realizar a contação de história precisam estar bem definidas para o narrador. Uma das mais importantes são as modalidades e possibilidades da voz. O jeito de expressar-se corporal e verbalmente definirá a participação do ouvinte no momento da contação. Por isso, os suspiros, os espantos, as dúvidas, o suspense é fundamental para que haja tempo de imaginar o que acontecerá em seguida. Ao contar a história, o contador deve desde o início realizar a contação de maneira agradável, e para prender o ouvinte manter o ritmo calmo, cheio de encanto, sem pressa. Ao terminar a história, o contador deve manter um clima agradável e acabá-la de maneira grandiosa, com uma rima ou simplesmente com um fim depois de respirar fundo.

Referência:

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. São Paulo, SP: Scipione editora, 1993.


                                                                                                                                

O professor da Educação Infantil e o ensino de Ciências


Autoras: JOSIANE MARTINS e SILVANA MARTINHA CÓTA


O professor de Educação Infantil e o ensino de Ciências


Ser professor hoje, é acima de tudo trabalhar no sentido de desenvolver capacidades de raciocínio, julgamento e autonomia para refletir a realidade que nos circunda. Partindo deste pressuposto, tem-se uma afirmação contraditória, visto que, ainda na educação figuram entre os educadores antigos paradigmas e fórmulas de repasses de conteúdos mecânicos e sem significados.
            Desde que nasce a criança já é inserida num mundo científico e tecnológico. Sendo que os avanços constantes, provenientes da ciência e tecnologia fazem da escola um espaço obsoleto, já que modelos ultrapassados não dão conta de acompanhar a evolução e progresso nos aspectos sociais, políticos, econômicos da sociedade, quando na educação Infantil professores e alunos deveriam ser participantes de um processo de questionamento, aprendizagem e desenvolvimento e não espectadores diante da evolução.
            O professor de educação Infantil deve estar atento às diversidades existentes em sala de aula, e consciente de que o que permeia sua prática educativa é a concepção de criança em que acredita.
            De um lado têm-se professores com uma concepção tradicional de criança; que se manifesta na transmissão-recepção de conceitos; e por outro lado um desejo de mudança que concebe a criança como um ser em potencial desenvolvimento; sendo que para encaminhar sua prática a investigação se faz necessária.
            Fazendo um breve retrocesso na educação, focando o ensino de Ciências; lembraremos talvez de alguns experimentos envolvendo água, solo, ou rápidas pinceladas em higiene, algumas doenças, e, sobretudo muitas exercícios visando à memorização de conceitos. Porém, isso quando se fala em ensino fundamental, já que para a Educação Infantil, ou “a creche”, restava apenas ao professor assistir a criança: cuidar e alimentar.
            Alguns tempos depois, com as novas leis e documentos que viriam nortear a educação, a LDB, o RECNEI, aos poucos a concepção tradicional que os professores tinham de criança não conseguia mais suprir as necessidades dos alunos da Educação Infantil. Começou-se a pensar em propostas pedagógicas capazes de construírem o conhecimento das crianças sobre o mundo que as cerca, e de si mesmas enquanto sujeitos deste mundo. Aumentou a preocupação com a Educação Infantil e conseqüentemente com a formação da classe docente, bem como sua atuação em sala de aula, visto que a LDB (lei de diretrizes e bases) passou a mencionar a educação de crianças de 0 a 14 anos como primeira etapa da educação básica; contudo, enfatizando claramente sua prioridade “Os municípios encubir-se-ão de: (...) oferecer a educação infantil em creches (0 - 03a anos) e pré-escola (04- 06a) e com prioridade para o ensino fundamental”. (Tit. IV, art.11).
            Falar do ensino de Ciências na Educação Infantil é deparar-se com lacunas; e certamente inúmeras dificuldades encontradas pelos professores, já que estes, muitas vezes fogem dos objetivos a que se propõe alcançar, não mencionam Ciência; ou mesmo, fragmentam-na em conteúdos como: corpo, plantas, esquecendo que, Ciência na perspectiva da Educação Infantil seria segundo a proposta curricular de Santa Catarina:

Promover os caminhos iniciais para a apropriação futura do conhecimento científico, como forma de interpretar o próprio homem, o mundo em que vive como os seres que nele habitam as condições econômicas e sociais, enfim, as relações todas em sua realidade material, preparando a criança para a vida com seus desafios e transformações. (Proposta curricular de Santa Catarina. 1998, p 118)

            Promover caminhos que levem ao conhecimento científico na Educação Infantil, não é algo inalcançável, a esse respeito o Referencial para a educação infantil, em seu eixo que introduz a disciplina de ciências: natureza e sociedade enfatizam que o professor deve trabalhar Ciências a partir do contexto da criança, em sua sala de aula e entorno; desenvolvendo habilidades e competências necessárias para compreender a si, o outro e o mundo que a cerca, fazendo-a participar ativamente desse processo: que é a construção própria dos conceitos científicos. “Quanto menores forem às crianças, mais suas representações e noções sobre o mundo estão associadas diretamente aos objetos concretos da realidade conhecida, observada, sentida e vivenciada.” (RCNEI, vol.3, p 169).
A criança é um pesquisador nato, em sua ânsia de compreender os fenômenos mais simples que a circunda, quer saber os porquês, deseja saber de onde vem às coisas, que conhecer o princípio e o fim, seja do céu, dos planetas, dos bichinhos que encontra mexendo na terra, e, sobretudo deseja participar de todo o processo, vivenciar. E é em seus primeiros anos de vida que isso está latente, e o que fazemos enquanto educadores, senão silenciar empurrando para o ensino fundamental, que por sua vez repassa as responsabilidades para o ensino médio, que alega talvez, que conhecimento científico seria tarefa das universidades.

O trabalho com os conhecimentos derivados das Ciências Humanas e naturais deve ser voltado para a ampliação da experiência das crianças e para a construção de conhecimentos diversificados sobre o meio social e natural. Nesse sentido, refere-se à pluralidade de fenômenos e acontecimentos_físicos, biológicos, geográficos, históricos e culturais, ao conhecimento da diversidade de formas de explicar e representar o mundo, ao contato com as explicações científicas e a possibilidade de conhecer e construir novas formas de pensar sobre os eventos que as cercam. (RCNEI, p 166)


Os alicerces estão na escola infantil, os fundamentos de tudo. Professores capacitados, com formação adequada, e principalmente, que aceitem diariamente o desafio, de serem instigados, questionados, e questionarem e instigarem, estes devem ser os participantes do cenário da Educação Infantil, que tal quais seus alunos fazem da pesquisa fontes de prazer, e das descobertas indagações incessantes, que por sua vez voltam como fontes de pesquisa, e assim sucessivamente.

REFERENCIAS:


BRASIL. Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. Editora do Brasil.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.
Brasília: MEC/SEF, 1998.

Santa Catarina, Secretaria de Estado da educação e do Desporto.
Proposta Curricular de Santa Catarina: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio: Disciplinas curriculares. Florianópolis: COGEN, 1998